Lembram do post “Na era da informação o grande desafio é a fixação”? A campanha abaixo tem o intuito de chocar e apelar para o medo. Esse papel ela cumpre bem mas, de fato, nao é esse o seu objetivo. O verdadeiro propósito é mudar o comportamento e solucionar problemas. Nesse ponto faltam alternativas para o expectador.
Existem teorias que argumentam que nos dias de hoje ou criamos mecanismos de autodefesa para simplesmente nao nos importarmos profundamente com a desgraça alheia ou seria impossivel assistir a um simples telejornal. As más notícias estão por toda parte e como forma de proteção precisamos conviver com elas.
No caso dessas campanhas que utilizam formas muito criativas e convincentes de mostrar problemas sociais, porque não arrematar convidando as pessoas para participarem? Uma simples ação, por exemplo, estimulando a compra de uma camiseta faz com que as pessoas divulguem a causa e ainda geram renda para que a instituição possa desenvolver ações específicas.
Mais uma vez: quando se trata de instruir uma tarefa é importante também programar o cérebro de forma prática. O ideal é oferecer possibilidades para uma atitude pro ativa. 1, 2, 3 e já!
Ser designer significa antes de ser um detentor de um vasto repertório estético e visual, possuir uma visão geral de tudo que o rodeia. Economia, gestão, mercado, tendências, psicologia, cultura e tudo mais. Um generalista em vários conhecimentos que aparentemente são difusos, mas que juntos, dentro de um contexto, faz todo sentido. E principalmecomunicar esse sentido.
Atualmente o desafio de comunicar é ainda maior, pois, a informação está tão dinâmica que se torna mais complexo encontrar o eixo comum que represente o caminho da mensagem. O ponto x que vai causar identificação e aceitação por parte das pessoas. Estamos diante de um vasto mercado e uma sociedade multicultural.
Há algumas décadas, por exemplo, era mais fácil mensurar o repertório das donas de casa e os seus interesses. Na época o número de publicações era restrito e ate mesmo a televisão estava iniciando sua aparição. Hoje, se analisarmos esse contexto, são inúmeras as opções de publicações impressas, canais de TV, filmes e a ainda a por cima a toda poderosa da comunicação: a Internet. Com tantas opções assim tornou-se praticamente impossível rastrear um perfil com exatidão.
Cada vez mais, os comunicadores inteligentes recorrem ao que é mesmo inerente ao ser humano. Independente do passar das décadas, o apelo para vaidade, para o sexo, fome, sede, o desejo de segurança ou o instinto maternal, entre tantos outros, são exemplos de anseios físicos e psicologicos encontrados no bicho homem. Somando tudo isso, ao toque artístico de uma boa campanha pode-se conseguir uma grande adesão só porque falam o que já está gravado no subconsciente coletivo.
E por falar em instinto maternal, aquele que faz com que as crianças desde pequenas cuidem das suas bonecas como se fossem filhas é oportuno lembrar do case da campanha publicitária promovida pela Parmalat no final dos anos 90 que tornou-se um clássico: “Simplesmente porque somos mamíferos”. É um verdadeiro exemplo de como um apelo tão simples e primitivo poder nos sensibilizar tão profundamente. Apesar de tantos tropeços administrativos a marca ainda pode cobrar 30% a mais que os concorrentes graças ao efeito de sua campanha. “Parmalat é a única marca de leite conhecida de norte a sul do Brasil”, diz Nizan Guanaes, presidente da África. “Foi Top of Mind [indicador de marcas mais lembradas] por sete vezes mesmo fora da mídia”. Além disso, a empresa distribuiu 15 milhões de bichos de pelúcia e viu suas vendas crescerem 20%.
São exemplos como este que constatam que a comunicação é tão melhor quanto mais transcende o factual e encontra o universal para causar efeitos mais profundos. Certas coisas nunca mudam, pois está no âmago do ser humano. É nesse ponto que precisamos ser tocados. É assim que as propagandas imortais se consolidam. É assim que surgem os clássicos. E os clássicos nunca morrem.
Diante de tanta informação - quando digo tanta, falo de milhares de informações diárias que atingem cada um de nós – os mecanismos e modelos de mensagem mereçem cada vez mais estudos e aprofundamentos para atingir a eficacia da fixação.
Recentemente li no livro “O ponto da virada”ou “The tipping point” a descrição de algumas pesquisas sobre fixação e aprendizado. Malcolm Gladwell conta que pesquisadores elaboraram campanhas de vacinação contra o tétano na universidade de Yale que seriam testadas em grupos diferentes.
Uma delas era considerada de “medo” pois, mostrava fotos das pessoas acometidas pela doença. Em outro grupo foi aplicada a chamada “campanha leve” que não utilizou imagens e sim apenas textos. Ambas mencionavam que a vacina poderia ser tomada no hospital do campus. Entre os resultados foi verificado que as pessoas mostraram-se sensibilizadas mas, apenas 3% de fato foram tomar a vacina.
A nova estratégia foi colocar o mapa de localização do hospital do campus com os horários de vacinação em destaque. Conforme os resultados o índice dos vacinados aumentou para 28%. Certamente essa medida fez com que as pessoas percebessem de forma prática as etapas para completar a ação. Pensar na agenda, visualizar o caminho e finalmente comparecer.
Há que se pensar também que a comunicação consiste em tentativa e erro. Ela evolui e a experiência leva ao acerto. É preciso um objetivo claro e muito exercício de comunicação. Se toda ação leva a uma reação, então que causemos mais reações positivas com a comunicação.
A repetição por si só não é garantia de eficácia. Para o sucesso da campanha é preciso algo mais no tocante da fixação. As mensagens precisam de foco e arremate até o final. Não adiantou, nesse caso, apenas incutir a informação quando o objetivo concreto seria a vacinação. Quando se trata de instruir uma tarefa é importante também programar o cérebro de forma prática. 1, 2, 3 e já!
O conceito de mensagens subliminares alimenta nossa suspeita sobre o que o governo, as grandes corporações e a imprensa estão realmente tentando nos dizer. Uma mensagem subliminar (significando sob o “limen”, ou nosso limite de percepção consciente) é uma mensagem embutida dentro das imagens ou de sons para penetrar nosso subconsciente e influenciar nosso comportamento. A primeira pessoa a cunhar o termo foi James Vicary, um pesquisador de mercado. Em 1957, Vicary declarou que ele inseriu mensagens dentro de um filme que estava sendo exibido em New Jersey. As mensagens, que piscavam por 1/3000 de um segundo, diziam aos espectadores para beber Coca-Cola e comer pipoca.
De acordo com Vicary, as vendas da Coca-Cola no cinema aumentaram cerca de 18%, e as de pipoca, mais de 57%, provando que suas mensagens subliminares funcionavam. Livros publicados no final dos anos 50 e começo dos 70 mostravam como os anunciantes poderiam usar técnicas como a de Vicary para convencer os consumidores a comprar seus produtos. Alguns comerciais de rádio e TV incluíram mensagens subliminares, mas muitas redes e associações profissionais as baniram. Em 1974, a FCC baniu por completo o uso de publicidade subliminar.
Mas as mensagens funcionavam? Acontece que Vicary na verdade mentiu sobre os resultados de seu estudo. Estudos subsequentes, incluindo um que piscava a mensagem “Telefone agora” durante a transmissão de uma estação de TV canadense, não teve efeito sobre os telespectadores. O infame julgamento do Judas Priest nos anos 90, em que as famílias de dois jovens que cometeram suicídio alegavam que uma canção da banda dizia aos garotos para fazê-lo, terminou com o juiz declarando que não havia evidência científica em seu favor. Ainda assim, algumas pessoas afirmam que a música, bem como anúncios, contêm mensagens escondidas.
Por isso, escutar aquelas fitas de auto-ajuda enquanto você dorme provavelmente não vai machucá-lo, mas também não vão ajudá-lo a parar de fumar.
A ilustração acima foi inspirada no Capibar um lugar semisecreto do circuito alternativo de Recife. Localizado às margens do Rio Capibibaribe um lugar onde a boa música é garantia. Nas noites de lua cheia o visual é impressionante.
O Bar é todo decorado com “coisas” retiradas do rio. Os donos do bar também são envolvidos com projetos de sustentabilidade que visam melhorar a qualidade de vida da comunidade ribeirinha.
Abaixo um outdoor que achei na web, criado por Gulherme Couto ( http://guilhermecouto.blogspot.com/) que contempla a famosa parede de televisões. Impressionante ver tudo que sai do rio.
Estamos em plena era da sustentabilidade onde a luta por uma planeta mais saudável começa a deixar de ser uma questão secundária para virar prioridade no planos urbanísticos, arquitetônicos e industriais.
No meio dessa revolução alguns fatores permanecem os mesmos no que se refere a sociedade de consumo. O custo benefício ainda é fator primordial para o mercado.
Contudo, o barato pode sair caro para o meio ambiente e o caro pode trazer muito mais retorno para o investidor.
Este é o caso das sacolas de papel que provam que podem ser mais que um suporte para carregar objetos. Além de poluirem menos o meio ambiente que as de plástico podem se comportar como fortes veiculos ideológicos e agregar valor as marcas.
Esta foi uma das idéias veiculadas na campanha de mail marketing criada para Gráfica Brascolor. O argumento foi da própria diretora da empresa Erika Aroucha que trouxe a tona o questionamento.
Cliente: Gráfica Brascolor
Criação: Joceanny Lima
Textos: Adriana Mayrinck
Para reforçar o argumento confiram as imagens abaixo. Um incentivo de como tornar uma atitude sustentável em um ótimo investimento.
Criatividade e irreverência são os principais ingredientes para chamar atenção e provocar interesse das pessoas.
Sala de espera. Minutos para um teste importante. Tensão no ar. Mentalmente, o cara 1 se pergunta: “será que eu vou conseguir?”. Ao lado dele, o cara 2 afirma para si mesmo: “eu vou conseguir”.
Quem vai se sair melhor?
Não faltam escritores de autoajuda prontinhos pra dizer que, é claro, o segundo é quem vai se dar bem, seja lá qual for a tarefa. É o tal poder do pensamento positivo. Mas uma série de experiências feitas na Universidade de Ilinóis, nos EUA, pode derrubar essa ideia.
Em um dos testes que a equipe da professora Dolores Albarracin fez (rolaram alguns; todos com o mesmo resultado), 50 pessoas foram divididas em dois grupos: um deles foi instruído a passar um minuto se perguntando se teria sucesso na tarefa que viria a seguir; o outro, afirmando que sim, teria sucesso. Assim mesmo, de forma quase mecânica.
Em seguida, todos fizeram uma série de exercícios simples, como anagramas. E quem se deu melhor, em geral, foram os que “questionaram” a própria capacidade.
Mas por que isso acontece? Por enquanto, os pesquisadores acreditam que, de algum jeito, fazer perguntas a si mesmo, em vez de afirmações, estimula o palestrante motivacional interno de cada um: ficamos mais “ligados” e empenhados na tarefa. Assim, temos mais chances de ser bem-sucedidos.
A pesquisa, feita em parceria com o Instituto Nacional de Saúde dos EUA, foi publicada na edição de abril do periódico Psychological Science.
A multiculturalidade pernambucana visitou Salvador na noite da última terça-feira (20). Isso aconteceu quando o projeto Pernambuco Bom pra Você aportou na capital baiana, reunindo agentes e operadores de viagens e trade turístico daquela cidade em grande festa no hotel Bahia Othon Palace.
O evento começou com a palestra de capacitação batizada de ‘Sinta Pernambuco’, onde os convidados foram atualizados pelo showman Sérgio Gusmão com informações sobre o destino através dos cinco sentidos: olfato, paladar, visão, tato e audição. Na ocasião, os participantes puderam ouvir, degustar, tocar, sentir o cheiro e observar os diversos elementos naturais de Pernambuco, tais como frutas, objetos, danças, músicas e vídeos dos mais variados lugares do Estado. Após a palestra, foi à vez dos expositores pernambucanos apresentarem seus produtos e serviços durante a rodada de negócios. “Esse é um dos principais momentos do evento, pois permite um intercâmbio de informações entre o expositor e o agente de viagem. A capacitação é o melhor estímulo para o agente promover e comercializar o destino”, disse Tatiana Menezes, diretora executiva do Recife Convention & Visitors Bureau durante o encontro em Salvador.
Durante o coquetel assinado pelo chef André Falcão, o público assistiu a apresentação de Ricardo Alegria e banda e do Balé Cultural de Pernambuco, que contagiaram os convidados com o melhor do som e dança pernambucana, a exemplo do contagiante frevo e de ritmos como maracatu e forró. O evento teve a decoração assinada por Romildo Alves com inspiração na xilogravura do artista-plástico J. Borges. Orçado em R$ 2,2 milhões, sendo R$1, 5 milhão por meio da Empetur e R$ 700 mil da iniciativa privada, o projeto é uma iniciativa da Secretaria de Turismo de Pernambuco, por meio da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), com realização do Recife Convention & Visitors Bureau (RCVB) e organização da Doiss Consultoria. “O Pernambuco Bom pra você tem a função de apresentar a vocação e o profissionalismo de Pernambuco tanto para turismo de lazer, quanto de negócios. Tudo isso com o objetivo de incrementar o fluxo de visitantes durante todo o ano”, falou Luciana Carvalho, vice-presidente da Empetur. Para acompanhar as fotos dos eventos ou conhecer mais detalhes dos próximos encontros, acesse o site www.pebompravoce.com.br.
A lenda diz que, a Carpa Koi, tinha que atinguir a fonte do Huang Ho (Rio Amarelo), que atravessa todo o continente chinês, na época da desova, sendo necessário nadar e saltar vales cheios de cascatas até à montanha Jishinhan. Diz-se que se a Carpa conseguir subir pela cascata Longman Falls (Portão do Dragão), ela se transformará em dragão. A carpa a subir significa força para alcançar os objetivos, determinação em superar um obstáculo, e a descer significa que os objetivos foram alcançados.